Troca de comando nas secretarias estaduais podem desestabilizar o governo João Azevedo

Anderson Souza
Foto: Reprodução

Esta semana promete ser turbulenta para o governo de João Azevêdo. Três de seus auxiliares mais importantes enfrentarão uma decisão crucial que poderá deixar suas secretarias à deriva. Jhony Bezerra, André Ribeiro e Rosália Lucas, se quiserem disputar a Prefeitura de Campina Grande nas eleições de outubro, precisarão abandonar seus cargos até o dia 06, conforme determina a legislação eleitoral.

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A iminente saída dos secretários expõe uma fragilidade administrativa que pode comprometer o andamento de projetos vitais para a população. Jhony Bezerra, atual secretário de Saúde do Estado e nome do PSB para a Prefeitura de Campina Grande, já afirmou em diversas entrevistas que solicitará seu desligamento. Esta decisão, embora necessária para suas ambições políticas, deixa a Saúde do Estado em uma posição vulnerável.

Para preencher o vácuo, diversos nomes têm sido cogitados, mas a incerteza permanece. Entre os possíveis substitutos estão Sebastião Viana, diretor do Hospital de Trauma de Campina Grande, Vivian Rezende, ex-secretária executiva de Gestão Hospitalar, Arimatheus Reis, presidente da PBSaúde, e Renata Nóbrega, atual secretária executiva de Saúde do Estado. Cada nome traz suas próprias dúvidas e desafios, deixando claro que qualquer transição será complexa e possivelmente caótica.

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A situação na Secretaria de Desenvolvimento Econômico não é menos alarmante. Rosália Lucas, que deve se desligar para atender às demandas do PSD, partido da senadora Daniella Ribeiro, também deixa um vazio difícil de ser preenchido. Os nomes mais cotados para substituí-la são Divaildo Júnior, presidente do SindCampina, e Miguel Ângelo, assessor da secretaria. Novamente, a falta de clareza e a urgência das mudanças podem prejudicar a continuidade dos projetos em andamento.

No caso de André Ribeiro, secretário executivo de Ciência e Tecnologia, a indicação do PDT para substituir seu cargo recai sobre o ex-vereador Antônio Pereira. A escolha, aparentemente simples, pode esconder uma série de complicações e ajustes necessários para manter a secretaria funcionando de maneira eficaz.

Embora seja o governador João Azevêdo quem terá a palavra final sobre os novos ocupantes dos cargos, o processo de substituição é carregado de incertezas. A possível instabilidade administrativa surge em um momento crítico, evidenciando uma gestão que pode estar à beira do colapso, incapaz de garantir uma transição suave e eficiente.

Essa movimentação no quadro de secretários revela um governo em xeque, que precisa agir rapidamente para evitar um colapso nas secretarias e, por consequência, na qualidade dos serviços prestados à população. O governador João Azevêdo tem uma difícil tarefa pela frente: escolher substitutos competentes e garantir que a máquina pública continue funcionando sem sobressaltos.

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