Alckmin, na China, defende adotar ‘taxa das blusinhas’

Anderson Souza

PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS) – O vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro da Indústria, defendeu nesta quarta-feira (5) em Pequim a chamada “taxa das blusinhas”, a proposta de acabar com a isenção das compras internacionais de até US$ 50.

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Questionado se havia ruído com a China, já que a taxa tem como principal alvo produtos e plataformas de comércio eletrônico chineses, Alckmin evitou responder.

“Não é um valor muito alto e ajuda a preservar emprego, preservar o desenvolvimento de empresas” brasileiras, afirmou, dizendo que a taxação de 20% equivale ao PIS/Cofins. Para ele, “foi um entendimento inteligente”.

A declaração foi ao final da visita a uma loja da rede chinesa de café Luckin, em que o vice-presidente assinou um memorando de entendimento para a promoção do café brasileiro, com previsão de venda de 120 mil toneladas.

“Em 2022 o Brasil exportou US$ 80 milhões [em café], no ano passado, US$ 280 milhões”, disse Alckmin. “Só neste contrato agora, que a Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos] ajudou a celebrar, meio bilhão de dólares.”

Outro anúncio, feito durante reunião do presidente e CEO da Sinovac, Yin Weidong, com Alckmin e o chefe da Casa Civil, Rui Costa, foi de um investimento de US$ 100 milhões da farmacêutica chinesa no Brasil, a partir deste ano.

Os recursos serão usados sobretudo para terapia celular e produção no país de vacinas e anticorpos monoclonais, com os parceiros locais ainda em negociação. Paralelamente, a Sinovac e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) anunciaram a intenção de cooperar em pesquisa e desenvolvimento de vacinas.

Houve outras reuniões com executivos de empresas chinesas, também visando investimentos no Brasil, uma delas a Foton, que fabrica caminhões e tratores. A State Grid ou Companhia Nacional da Rede Elétrica da China teria mostrado interesse em participar de leilões de transmissão de alta tensão.

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Alckmin e a comitiva participaram ainda, nesta quarta, da abertura de um seminário empresarial no centro da capital chinesa. O vice-presidente repisou, em seu discurso, que as exportações brasileiras, concentradas em commodities, devem ser complementadas por produtos de maior valor agregado.

Já o presidente do Conselho para a Promoção de Investimento Internacional da China, Ma Xiouhong, falou que as respectivas “estratégias de desenvolvimento têm vários pontos de sinergia, e os dois governos devem aprimorá-las”.

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